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sexta-feira, 21 de março de 2014

Resenha - O anjo do celeiro


O anjo do celeiro, de José Gentil Pires Neris é um livro que fala sobre família e relacionamentos. Lançado pela editora Livre Expressão, e escrito por um ex-drogado e Consagrado da Comunidade Bethânia, ler este livro me fez bem pra alma. Conta a história de várias pessoas que são curadas pelo poder do "auto-perdão" (se é que essa expressão existe). Dona Helena, Luis, Antônio, Maurício, Reginaldo, e até mesmo Dona Laura encontram em um rapaz chamado Rafael, a força do amor de Deus. Com muita paciência, Rafael vai ensinando a cada um deles como uma palavra ou o silêncio são capazes de mudarem nossas vidas.

Em algumas partes do livro, fiquei um pouco confusa. Talvez eu não esteja acostumada com livros que "vem e voltam" como diz minha mãe rs. Uma hora está contando a história de um personagem e no capítulo seguinte já são outros. A história é muito boa. O autor cutuca algumas dores que todos temos. O livro entra pro Desafio Literário - atrasadíssimo! - de Fevereiro, como um autor desconhecido. Ah sim, eu conheço o autor, pois ele é aluno da faculdade onde trabalho rs


quinta-feira, 20 de março de 2014

Resenha - Coisas frágeis



O livro Coisas Frágeis, de Neil Gaiman reúne nove contos, a maioria com referência a outras obras literárias. Não é preciso ter conhecimento profundo dessas obras (apesar de ser interessante rs) para entender seus contos. No começo do livro, ele explica quando, como e porque escreveu cada uma das histórias. 

Hum... O que falar do livro? Neil Gaiman, todos sabem, é um fantástico contador de histórias. Havia lido, na realidade, apenas um livro do autor, Coraline (que está resenhado aqui) e fiquei apaixonada. A capa de Coisas Frágeis acho uma obra de arte à parte. Porém, fui com tanta sede ao pote com este livro, que acabei me decepcionando. Alguns contos são muito bons, como A vez de Outubro, Golias, e o último, O monarca do Vale. Mas os outros... Achei bem cansativos, me deram bastante sono, alguns são bem estranhos (estranhos mesmo, no sentido mais macabro da palavra). Não que Gaiman seja um contador de histórias fofinhas-tchuqui-tchuqui. Mas ainda assim... Não rolou. A magia e o encanto talvez tenham se perdido. Mesmo com tudo isso, dou três estrelas. Pelos contos que valeram a pena.


quarta-feira, 19 de março de 2014

Resenha - Carta ao pai




Franz Kafka revela nesse livro (que eu chamaria autobiográfico) alguns sentimentos que nutre pelo pai. A carta é repleta de situações conflituosas entre pai e filho. O pai, Hermann é um homem grande, que fala alto e que tem domínio sobre todos que o rodeiam; já Franz é o menino que não faz muita coisa além de obedecer ao pai e sofrer calado a maioria das situações.
A edição que li, da L&PM Pocket está repleta de comentários e notas, o que auxilia bastante nosso entendimento em várias passagens do livro. Podemos perceber que algumas de suas obras refletem todo seu desespero e angústia que sentia na convivência diária com o pai.

Sabemos que esta carta não foi entregue ao pai. E aí que entra minha "crítica": Franz, querido, você poderia ser bem menos submisso ao seu pai e sair à luta não é?! O livro é escrito com profundidade de sentimentos, e podemos até "entender" alguns dos sentimentos de Kafka... Mas apesar disso, em partes, ele não foi lá tão corajoso.



terça-feira, 18 de março de 2014

Resenha - Para gostar de ler



O volume 9 - contos, da coleção Para gostar de ler é maravilhoso como os outros da coleção. O livro conta com treze contos, uma pequena entrevista no comecinho do livro com cada um dos autores e uma mini-biografia no final do livro para que o leitor os conheça melhor.
Já havia lido dois contos do livro, Conto de escola, de Machado de Assis e Um apólogo, também do consagrado autor. Acabei relendo, pela genialidade de Machado. Um dos contos não me agradou muito (e até sonhei com ele rs), os demais são muito bons. Confesso que não conhecia os autores João Antônio e Wander Piroli. Mas João Antônio me surpreendeu bastante no último conto do livro, nomeado Meninão do Caixote.
Gosto demais de contos e sou meio suspeita em falar, mas cada autor me inspira! =)


segunda-feira, 17 de março de 2014

Resenha - Nas ruas do Brás




No livro Nas ruas do Brás, da Editora Companhia das Letrinhas, o doutor Drauzio Varella conta a história de sua infância em pequenas crônicas. Ele morava na rua Henrique Dias com seu pai, sua mãe e sua irmã mais velha, enquanto seu irmãozinho caçula morava com os avós maternos. Isso acontecia pois sua mãe estava muito doente. Drauzio, pelo jeito que conta, era um menino bem travesso, diferente do que estamos acostumados a ver na TV: aquele homem centrado, sério, profissional. É um livro bem gostoso de ser lido (apesar de no começo do livro, ele não ter chamado tanto minha atenção). Considerado infantil por muitas pessoas, possui alguns contos que não consideraria do gênero. Contém significados que talvez as crianças não entendam muito bem.





sexta-feira, 7 de março de 2014

Resenha - Tamanho não é documento: Trovas


O pequeno livro "Tamanho não é documento: Trovas", de José Nélson de Souza é para ser lido em uma hora. No começo o professor José Nélson relembra um pouco o que é trova. Para quem tem a memória curta, como eu, Trovas são aqueles "poeminhas" que contém quatro versos de sete sílabas, sendo que o segundo verso rima com o quarto.

Vale do Paraíba
"Neste Brasilzão querido
Pense nisto e ao mundo fale:
Os pilares da história
São os caminhos do Vale." (p. 43)

Achei o livro bom em suas explicações sobre o trovadorismo. Porém, o autor "puxou o saco" de políticos, e sinceramente, não suporto isso. Muitas das trovas também são ditos populares, e enfim... Não achei tanta graça. Esperava mais.


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Resenha - Violetas na janela


Violetas na janela é um livro espírita, psicografado por Vera lùcia Marinzeck de Carvalho pelo espírito de Patrícia. Patrícia é uma jovem de 19 anos, vítima de derrame cerebral. Quando chega ao Plano Espiritual, tem contato com sua avó, que também era espírita, e com outras almas que auxiliam quem acaba de chegar na Colônia. Ela passa por diversos locais, como o Teatro, a Biblioteca, a Escola e outros. Com a companhia de Maurício, Ramiro, Arthur e tantos outros espíritos, Patrícia vai descobrindo seu lugar e sua "função" na Colônia. 

Este entra pro meu Desafio Literário de Fevereiro, como "1 livro de um autor que eu não goste" rs
Sou Católica, mas admiro bastante também o Espiritismo. Porém, o livro conta tantas coisas tão "inacreditáveis", que não me envolveu em nada. Sim, Patrícia é um espírito bom, que só quer melhorar no Plano Espiritual. Mas ao mesmo tempo, passa a impressão de que em sua vida encarnada, ela foi tão pura, tão "sem-pecados", que passa a ser ainda mais inacreditável rsrs
Enfim, não gostei do livro e de suas "autoras".


"As duas classes de homens estão trabalhando na vinha, mas diferem uma da outra. É baseado nesta diferença que vem o pagamento do Senhor. Aos egoístas Deus lhes concede como pagamento o sucesso no plano físico e mental. Baseado em posses, posições, satisfações físicas e mentais.

Aos desprendidos, Deus lhes concede a Paz, Amor, Alegria, Felicidades imperturbáveis que não estão ligadas nem ao tempo, nem ao espaço, nem ao pouco ou ao muito, mas sim a um estado de ser. São os filhos queridos do Pai, dos quais Jesus tanto fala." (p. 58)


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Resenha - Pai ocupado, filho culpado


Pai ocupado, filho culpado, de Ozeni Lima foi lançado pela Giz Editorial. É um livro que trata de um tema bem pesado, mas com linguagem jovem e acessível. Dudu é um garoto de 16 anos que vive com o pai, Macedo, a mãe, Maria Lucia e a irmã, Aline. Por causa da desatenção que os pais dão a ele, Dudu começa a se envolver com drogas. Macedo é um homem muito esperto e logo percebe o comportamento estranho do filho. Até que um dia encontra drogas embaixo de seu colchão. Preocupado, vai tirar satisfação com Dudu, que nega tudo. Porém, seu pai é persistente e tenta descobrir de todas as formas de onde aquelas drogas surgiram. Vai à fundo na história, e acaba encontrando a fonte: Bafo, o chefe dos traficantes. Quando tudo parece completamente perdido, entra em cena o professor de matemática, César, que os ajudará a sair de toda essa maracutaia.

O livro tem muitas gírias. No começo fiquei meio desanimada para ler... Toda hora aquela coisa de "cara", "e aí, mano", "velho", etc, etc... Mas a história é bem envolvente e acabei lendo em apenas três horas rs


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Resenha - Gigantes também nascem pequenos



O livro Gigantes também nascem pequenos, das autoras Regina Chamlian e Helena Alexandrino (Editora SM, Coleção Barco a Vapor) é daquele tipo que você lê numa tacada só. Serelepe e Favo de Mel são dois anões que um dia já foram casados. Favo de Mel faz panquecas deliciosas, e a anãzinha Serelepe costura bonequinhos de pano e fantoches. Um dia Favo de Mel vê um gigante super mal, chamado Zarrão matar os pais de Mindinho, um gigante criança de 106 anos de idade. Ele fica com muita dó de Mindinho e resolve adotá-lo. Mas para isso, precisa da ajuda de Serelepe, afinal a criança precisa de uma mãe! Tudo está correndo tranquilamente, quando Serelepe resolve pegar a Flauta Mágica, que Zarrão roubou de Mindinho. Com essa flauta, o anão poderá ser mais feliz. Serelepe demora muito para voltar e todos se preocupam, indo resgatá-la e se metendo numa aventura. 




O livro é repleto de imagens super bonitas. A linguagem é bem legal para ler em voz alta para crianças: tem muitas onomatopeias e os diálogos são super acessíveis =)


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A Jornada - Resenha



A jornada, de Erin E. Moulton, foi publicado pela editora Novo Conceito. Conta a história da família Rittle, e sua irmãzinha Lily, que está prestes a nascer. Numa noite, o pai recebe um telefonema do hospital, com a informação de que o quadro de gravidez não está nada bem. Dawn e Maple, as irmãs mais velhas, escutam parte da conversa e decidem partir para uma aventura, para encontrar a fonte da Mulher Sábia, personagem de um livro do pai, que segundo a lenda, a fonte que fica sob ela tem poderes curativos.

Durante toda a viagem, elas passam vários sufocos - desde ursos até caçadores ilegais de animais. O que era para ser uma viagem tranquila, passa a ser um momento inesquecível na vida das duas irmãs.


Um dia estava lendo uma resenha no Skoob e dizia uma mocinha que, durante a época de tantos estudos e provas que ela estava passando, o livro veio para relaxar sua cabeça, com uma história bonita e light. Foi exatamente esta a sensação que eu tive. Estou novamente estudando para concursos. Não é fácil ficar somente naquela linguagem técnica e por vezes chata. Este livro mostra que a magia ainda existe ;)


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Resenha - A TV sob controle - Laurindo Lalo Leal Filho



Sabe aquela famosa sensação de "o mundo acabou" depois que terminamos um livro? Pois é, senti isso novamente, como há muito tempo eu não sentia. E não foi com um romance. Não foi com um livro que me acabei de chorar com a morte do personagem principal. Foi com um livro de artigos jornalísticos. Talvez eu nunca tenha sentido algo assim por outro livro desse tema. Afinal não é um livro escrito para que nos sintamos assim. Tanto que terminei o livro faz uma semana e somente agora consegui fazer uma resenha.

"Uma coisa é uma audiência inteligente sendo insultada. Outra coisa é uma audiência que não sabe que está sendo insultada." (Citação do primeiro diretor geral da BBC, John Reith, na década de 20).

A TV sob controle: A resposta da sociedade ao poder da televisão, de Laurindo Lalo Leal Filho, lançado pela editora Summus é uma reunião de vários artigos publicados entre 1999 e 2005 na revista Educação (com exceção do primeiro e último, que foram publicados na Comunicação e Educação e Carta Capital) sobre a influência da televisão em nossa sociedade. O autor é bem crítico (principalmente à Rede Globo, diga-se de passagem) quanto a programação e às leis adotadas por um Governo desinteressado na cultura e educação.

"Ao telespectador não é dado o direito de refletir, raciocinar e elaborar a própria opinião. Tudo já vem pronto, com o nítido objetivo de reforçar o conservadorismo arraigado em amplas camadas da população. A televisão rouba, dessa forma, o direito à reflexão e a transformação do próprio indivíduo e da sociedade" (p. 114).

É bem interessante também a quantidade de livros, teses e programas que o autor cita no decorrer do livro. São tantos livros que tratam desse tema, e que infelizmente (claro) não são lidos pela maioria das pessoas (mais lidos pelos cursos acadêmicos voltados à comunicação em massa, como Jornalismo ou Rádio e TV). Cita por exemplo um programa que trata da literatura infantil, Teatro da Juventude, que era exibido na extinta TV Tupi. Júlio Gouveia, o apresentador do programa utilizava um livro para contar histórias, como num teleteatro. Fala também de outros programas de qualidade, como Provocações (TV Cultura) e Rockgol (MTV). Para criticar, utiliza os programas Linha Direta, Fantástico e Programa do Gugu, como programas com alvo fácil em audiência: programas que tratam de violência crua, entretenimento barato e baixaria, do jeito que a maioria do povo gosta.

"A tevê escancarou as janelas nos programas de auditório, atiçando o que de mais perverso existe no ser humano: o prazer de se deliciar com a desgraça alheia." (p. 49)

Recentemente está circulando nas redes uma montagem com um programa de 1988 onde Sílvio Santos critica a reportagem que poderia ser feita no Brasil. Ele diz que na concessionária dele o jornalista, o repórter não poderá ter opiniões próprias quanto às notícias dadas em rede nacional. Tudo o que ele ordenar deverá aparecer na telinha. A montagem é com Rachel Sheherazade, onde ela fala (fala não, arrebenta em dar sua opinião) sobre o "marginalzinho amarrado ao poste", pedindo encarecidamente ao telespectador que tem dó, que adote um bandido. Pelo que já ouvi das "opiniões de Sheherazade", ela sempre foi bem irônica e sempre manteve uma opinião forte sobre os assuntos cotidianos. Claro que nesse mundão da internet, encontrei uma outra matéria (que infelizmente perdi o link), onde dizem que na verdade, quem mandou Rachel dizer tudo aquilo, foi o próprio Sílvio, que tem medo de colocar a cara a tapa na televisão. O primeiro vídeo está aqui para quem quiser tirar as conclusões.

"A marca do telejornalismo no Brasil é a pasteurização da notícia. As pautas dos telejornais circulam em torno dos mesmos temas." (p. 95)

Depois que terminei de ler o livro fiquei pensando o quão triste deve estar o autor hoje em dia, vendo que muitas de suas utopias (hoje podemos já chamar de utopia) quanto à qualidade da programação da TV brasileira, não mudou em nada. Somente piorou. Claro que temos programas bons na TV aberta. Mas são escassos, e não são comentados. Quando comentados por nós, podemos ser taxados de "cult", sendo que na verdade, apenas gostamos de assistir coisas que consideramos de qualidade. 

"Hoje, quem exerce a censura são os concessionários dos serviços públicos de televisão e seus prepostos colocados em cargos de direção." (p. 19)


Porém, uma boa notícia que chegou no último dia do mês de janeiro, e é algo para se alegrar muito: numa pesquisa encomendada pela BBC (canal britânico, que é considerado o melhor do mundo), a TV Cultura ficou em segundo lugar de maior qualidade mundialmente, atrás apenas da BBC One. A Rede Globo ficou em 28ª posição, a TV Brasil em 32º lugar, a Bandeirantes em 35º, a Record em 39º, e o SBT em 40º.

"'Essa o Homer não vai entender', diz Bonner, com convicção, antes de rifar uma reportagem que, segundo ele, o telespectador brasileiro médio não compreenderia." (p. 178)

Vou tentar passar a vocês a lista de livros, teses e documentários que o autor cita no livro ;)


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Os passarinhos - Estevão Ribeiro

Olá! Estou meio sumida... A desculpa é o calor, desculpinha esfarrapaaada rsrs

Hoje vou falar sobre um livrinho adorável, que já li faz um tempo, mas sempre que dá pego para dar uma folheada. Seu nome é Hector e Afonso - Os passarinhos. Seu desenhista e autor é Estevão Ribeiro, autor também de romances e mais dois títulos de quadrinhos, envolvendo Hector e Afonso. Foi lançado pela Balão Editorial em 2009.


Há no livrinho vários personagens secundários, como "Paulo, o Coelho", "Piu Gaiman", "A gata triste"... rsrs
Hector tem uma relação bem diferente com Piu Gaiman, onde hora tem amor eterno e hora tem ódio eterno, o que na verdade não é um "ódio", mas apenas uma pontinha de inveja rs


Hector reúne em suas intermináveis histórias princesas, cavaleiros (e cavalheiros) e dragões com pitadas de aventura e romance. Triste ver que nenhuma editora aceita seus originais. Sempre pedem mais de seus livros - bem real, infelizmente rs


O autor também tem seu site, onde reúne algumas tirinhas. E lançou outro livro recentemente, chamado "Vida de Escritor". Vale muito a pena comprar o livro, que é super baratinho.
Acesse o site dele aqui: Os Passarinhos

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Resenha - O museu dos mistérios - David Glover


Não sei se vocês são daquela época, dos livrinhos de mistérios, que tinha que ir achando pistas para descobrir um criminoso. Pois eu sou! rs
Na casa da minha tia, onde vivi minha infância, tinha uns três livrinhos nesse estilo. Lembro-me de um deles, chamado O crime atrás da porta, do Ganymedes José. Era o meu preferido. Por sinal, era muito bem escrito, e o enredo todo envolvente. Para uma criança em fase de "crescimento livresco" isso é ótimo!
Fuçando a internet atrás de um presente de aniversário para meu priminho, que irá fazer dez anos - detalhe que as buscas sempre acabam em livros, que graças a Deus ele adora! -, fiquei toda feliz ao encontrar um livro nesse estilo. Pra falar a verdade, comprei meio adiantado - ano passado - para dar de aniversário em março desse ano rs... Então deu tempo de eu ler.



Em O museu dos mistérios, de David Glover, o leitor deve escolher entre quatro caminhos diferentes. Cada caminho irá levar a uma sala do museu. E o mais legal de tudo: em várias passagens do livro você deve fazer uma conta matemática, onde o resultado - certo ou errado -, irá te levar à continuação da leitura. É um livrinho de 48 páginas que você lê num sopro.
É uma ótima leitura - e diversão - para crianças que estão em fase escolar. Indico ;)



terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Resenha - A fantástica fábrica de chocolate - Roald Dahl




Ninguém naquela cidade sabia o que acontecia dentro daquela fábrica. Não entrava gente. Não saía gente. Mas saía fumaça da chaminé. Um dia, o dono da grande fábrica de chocolates, Willy Wonka, resolve dar de presente à cinco crianças uma visita à tão falada fábrica. Charlie Bucket é um dos escolhidos. Ele e seu avô José vivem uma imensa aventura dentro daquele lugar tão mágico e curioso.



"Todos os cheiros mais maravilhosos do mundo pareciam se misturar no ar ao redor deles - o cheirinho de café torrado, de açúcar queimado, de chocolate derretido, de menta, de violetas, de avelã, de flor de maçã, de caramelo, de casquinha de limão" (p. 58).

Com passagens deliciosas, o autor cria doces de tudo quanto é jeito: chicletes que valem por um jantar, Sorvetes quentes para dias frios, Bebidas espumantes que levantam o ânimo e até mesmo Papel de parede lambível para quarto de crianças. E as salas de invenções e estoques, então?! Sementes de geleia, Creme de abacaxi, Creme para cabelos...

E todo o livro é regado com cançõezinhas dos umpa-lumpas, os empregados do Senhor Wonka.



A fantástica fábrica de chocolate é um livro escrito por Roald Dahl em 1964. Em 1971 surge a primeira versão para o cinema, e em 2005, uma nova adaptação (com um de meus atores favoritos, Johnny Deep e dirigido por meu também favorito diretor Tim Burton). Também tive a mesma impressão de quando li Coraline. Parece um livro infantil, mas não o é. Em algumas partes, chega a ser perturbador. Ainda assim, amei a leitura.


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Resenha - Coraline - Neil Gaiman



Coraline é uma garota que vive em uma boa casa com seus pais. Porém, acha que sua mãe não lhe dá bola e seu pai trabalha demais. Um dia encontra uma portinha em um dos cômodos de sua casa. Descobre que sua mãe tem a chave e pede para que ela abra a porta. Coraline fica um pouco chateada ao ver que tem somente tijolos. Um dia fica sozinha em casa e consegue pegar a chave da portinha para abri-la. Encontra um mundo idêntico ao que vive. Tudo parece bem tranquilo, até encontrar seus outros pais. Eis que a aventura começa aí.



O livro possui algumas ilustrações. Bem assustadoras, diga-se de passagem. Sempre imaginei que era um livro infantil. Mas sinceramente, fiquei com um medinho em algumas partes do livro. Ok, medinho não. Deu um certo desconforto. Mesmo assim, achei uma delícia a leitura.

"- Não - disse. - Não sou o outro coisa nenhuma. Sou eu. - Inclinou a cabeça para o lado; os olhos verdes brilhavam. - Vocês, pessoas, se esparramam por toda parte. Nós, gatos, nos mantemos íntegros, se é que me entende."

Durante a leitura, lembrei-me muito de Alice no País das Maravilhas. Assim como no livro de Carroll, há um gato bem do inteligente, que dá dicas à Coraline.

""- Porque - disse ela - quando você tem medo e faz mesmo assim, isso é coragem."

Durante sua viagem ao outro mundo, Coraline começa a amadurecer, começa a pensar mais sobre o valor de sua família, e ver que seus pais não são tão maus assim.

"Por alguns momentos sentiu-se totalmente deslocada. Não sabia onde se encontrava, nem estava totalmente certa de quem era. É surpreendente o quanto do que somos depende da cama onde acordamos pela manhã, e é surpreendente o quanto isso é frágil."



Vale muito a pena a leitura. Agora, estou maluca para assistir ao filme.
Procurarei outros livros do autor, com certeza. E comprarei! rs
Estou me acostumando a ler livros no tablet. Até que não é tão ruim assim ;)



Este é o segundo livro do Desafio de Janeiro: autor consagrado por prêmio.
Neil Gaiman é um autor britânico e já recebeu vários prêmios importantes para o mundo da literatura. Somente por seu trabalho em quadrinhos, já recebeu treze prêmios. Coraline mesmo recebeu dois: Hugo Award e Nebula Award, de melhor novela em 2003.


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Resenha - O curumim que virou gigante - Joel Rufino dos Santos


O primeiro livro lido no ano, e já cumprindo uma das metas para 2014. Eu já havia lido, há muito tempo. É uma história encantadora, que realmente valia a pena ser lida novamente.

Tarumã é um indiozinho que está louco para ter uma irmã. Sempre pede para a mãe e o pai, mas ninguém quer lhe dar uma irmãzinha. Ele começa a criar, a imaginar como seria a companhia dela, e até a comentar com os amiguinhos que ela realmente existe. Só que de tanto inventar histórias absurdas, ninguém mais acredita nele. O desfecho da história é simples e muito bela.



As ilustrações são lindas, e o autor utiliza várias palavras e expressões indígenas. É bem legal para ser usado em sala de aula, explicando mais sobre a cultura e os costumes dos índios.


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Resenha - A arte de escrever bem - Dad Squarisi e Arlete Salvador



SQUARISI, Dad; SALVADOR, Arlete. A arte de escrever bem: Um guia para jornalistas e profissionais do texto. São Paulo: Contexto, 2012.


Dad e Arlete explicam aos estudantes de jornalismo como escrever bem, como ter uma redação jornalística agradável e profissional. Um livro delicioso de ser lido e estudado. Logo na segunda página elas lançam as seis perguntas fundamentais que geralmente são feitas por quem lê reportagens: O que? Quem? Quando? Onde? Como? Por quê? Citam diversos exemplos de notícias respondendo às seis perguntas. Na realidade, o livro é repleto de exemplos, o que torna a leitura ainda mais fluente.

"Não foi por acidente que Gonçalves Dias compôs: 'Minha terra tem palmeiras / Onde canta o sabiá'. Se tivesse dito 'Minha terra tem árvores / Onde canta o pássaro', seus versos estariam enterrados com ele, ignorados de todos" (p. 32).

Sobre os adjetivos, lançam vários avisos de que eles são perigosos. Vários deles não dizem nada. Ou dizem tudo. Depende sempre do ponto de vista de quem lê.

"O que é clima maravilhoso? Quente? Chuvoso? Nublado? Depende do gosto do freguês" (p. 34)

E - pasmem! - apresentam uma fórmula para avaliar o índice de dificuldade do escrito. É resultado de um estudo americano, adaptado para o português por Alberto Dines




No dia 30 de dezembro, mesmo dia em que terminei de ler este livro, assistindo ao Bom dia Brasil, chamou-me a atenção uma notícia. Qulal a cidade brasileira onde há o maior número de sortudos da Mega-Sena? Eu, inocente, caí na armadilha que Dad e Arlete alertam: "A apresentação das notícias seguintes precisa ser tão forte quanto a própria notícia - ou mais" (p. 82). Claro que a resposta era Brasília. e os jornalistas Chico e Giuliana ainda davam risinhos ao apresentar a matéria. Ora essa! Não estava na cara?! Porém, como eu já disse em outro texto meu, eles são sutis. Até nas piadinhas com humor negro - expressão condenada por Dad e Arlete, já que soa um tanto preconceituoso.

Para finalizar o saboroso livro de 105 páginas, dão presentinhos a nós: pérolas jornalísticas. Quem não gosta, não é?!


"Depois de algum tempo, a água corrente foi instalada no cemitério para satisfação dos habitantes."



"Os nossos leitores nos desculparão por esse erro indesculpável."


"No corredor do hospital psiquiátrico, os doentes corriam como loucos" (mas gente?! haha)

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Resenha - O palácio da Meia-Noite - Carlos Ruiz Zafón




O palácio da meia-noite foi escrito por Carlos Ruiz Zafón. Conta a história de Ben e Sheere, irmãos gêmeos que foram separados quando eram recém-nascidos. Ben foi para um orfanato, de nome St. Patrick's, onde seu tutor, Thomas Carter era um amável homem de meia idade e professor de literatura, história e aritmética. Ben fazia parte de um grupo aventureiro, nomeado por seus integrantes de Chowbar Society. Fazendo parte desse grupo, sua maior obrigação era cuidar de seus amigos, e nunca abandoná-los em qualquer situação. Fazem parte do grupo: Ben, Seth, Siraj, Roshan, Michael, Ian e Isobel, a única garota da turma. Durante o tempo em que ficaram no orfanato, sempre frequentavam um pátio que ficava ao lado do St. Patrick's, que costumavam chamar carinhosamente de Palácio da meia-noite. Era lá que aconteciam as "reuniões" do grupo.

"Adivinhe! - disse Ben. - Uma delegacia ou um banco. Não é o que constroem quando derrubam alguma coisa em qualquer cidade do mundo?" (p. 56)

Enquanto isso, Sheere vivia uma vida de "cigana" com a avó, Aryami Bosé. Nunca paravam em uma cidade por mais de alguns dias. Não tinha amigos e era retraída. Sua avó lhe proibia de falar com estranhos, e ao menor sinal de que estavam sendo notadas ou perseguidas, a avó resolvia mudar-se novamente.

"Sob a aparência de cão de guarda da biblioteca, De Rozio escondia um terrível calcanhar de aquiles: uma curiosidade e uma tendência para a bisbilhotice de tom acadêmico que deixaria as comadres do bazar na condição de simples amadoras." (p. 136)

Em dado momento, os irmãos acabam se encontrando, sem saber que são parentes. Ben fica encantado pela beleza de Sheere, e os amigos da Chowbar Society ficam todos enciumados. A avó precisa conversar urgente com Thomas Carter, e lhe conta uma história absurda. Segundo ela, um homem muito mal, Jawahal, está perseguindo sua neta e Ben, para que eles possam pagar pelos erros do passado de seu pai. Intrigado, Thomas não acredita em sua história, apesar de ficar pensando sobre ela. Certo dia, Thomas recebe a  visita inusitada de Jawahal. A partir daí, Ben, Sheere e todo o grupo precisam deixar sua vida cômoda de lado e partir para uma grande aventura.


O palácio da meia-noite foi escrito em 1994, sendo o segundo livro da Trilogia da Névoa (o primeiro é O príncipe da névoa, e o terceiro As luzes de setembro). São livros infanto-juvenis. Diferente dos romances que estou acostumada, como A sombra do vento, O jogo do anjo e O prisioneiro do céu, Zafón insiste mais na aventura e fantasia. A capa como sempre, é esplêndida. Como eu já estava acostumada com A sombra do vento e seus demais romances, ler O palácio da meia-noite e O príncipe da névoa foi uma coisa bem diferente. Gostei, mas esperava mais. Talvez, como disse meu irmão, porque foram os primeiros livros que Zafón escreveu. Ainda não tinha aquela forte ironia em seus personagens (apesar de ter alguns trechos em que é bem irônico - na verdade, seu vilão é bastante irônico). Tem um número bem grande de personagens. Quando não estou completamente envolvida com a história, eu acabo me desconcentrando e confundindo os personagens, quando são muitos. Foi o que aconteceu. A história, o enredo é bom. Porém, fui com bastante sede ao pote.