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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Resenha - Gigantes também nascem pequenos



O livro Gigantes também nascem pequenos, das autoras Regina Chamlian e Helena Alexandrino (Editora SM, Coleção Barco a Vapor) é daquele tipo que você lê numa tacada só. Serelepe e Favo de Mel são dois anões que um dia já foram casados. Favo de Mel faz panquecas deliciosas, e a anãzinha Serelepe costura bonequinhos de pano e fantoches. Um dia Favo de Mel vê um gigante super mal, chamado Zarrão matar os pais de Mindinho, um gigante criança de 106 anos de idade. Ele fica com muita dó de Mindinho e resolve adotá-lo. Mas para isso, precisa da ajuda de Serelepe, afinal a criança precisa de uma mãe! Tudo está correndo tranquilamente, quando Serelepe resolve pegar a Flauta Mágica, que Zarrão roubou de Mindinho. Com essa flauta, o anão poderá ser mais feliz. Serelepe demora muito para voltar e todos se preocupam, indo resgatá-la e se metendo numa aventura. 




O livro é repleto de imagens super bonitas. A linguagem é bem legal para ler em voz alta para crianças: tem muitas onomatopeias e os diálogos são super acessíveis =)


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A Jornada - Resenha



A jornada, de Erin E. Moulton, foi publicado pela editora Novo Conceito. Conta a história da família Rittle, e sua irmãzinha Lily, que está prestes a nascer. Numa noite, o pai recebe um telefonema do hospital, com a informação de que o quadro de gravidez não está nada bem. Dawn e Maple, as irmãs mais velhas, escutam parte da conversa e decidem partir para uma aventura, para encontrar a fonte da Mulher Sábia, personagem de um livro do pai, que segundo a lenda, a fonte que fica sob ela tem poderes curativos.

Durante toda a viagem, elas passam vários sufocos - desde ursos até caçadores ilegais de animais. O que era para ser uma viagem tranquila, passa a ser um momento inesquecível na vida das duas irmãs.


Um dia estava lendo uma resenha no Skoob e dizia uma mocinha que, durante a época de tantos estudos e provas que ela estava passando, o livro veio para relaxar sua cabeça, com uma história bonita e light. Foi exatamente esta a sensação que eu tive. Estou novamente estudando para concursos. Não é fácil ficar somente naquela linguagem técnica e por vezes chata. Este livro mostra que a magia ainda existe ;)


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

A função social da leitura da literatura infantil




O sentido da palavra "ler" no latim era lego, legis, legere. Os latinos faziam mais: usavam "interpretare" para ler. Seu significado era profundo: ler de forma transcendente, sair de um plano para outro.

A criança, ao realizar a leitura de textos literários busca aventurar-se no enigma do que está escrito. É o adulto, com seus valores, que escreve o texto literário infantil.

Segundo Mauad (1999) no Brasil era prevalecida a literatura moralista, própria do século 19, formando o caráter, a moral, sendo modelada em exemplos de virtude e amor das crianças e adolescentes. Porém, "a literatura infantil brasileira desenvolveu-se, segundo Riche (1999, p. 130), 'na virada da modernidade para a pós-modernidade e vai refletir esteticamente esse sistema social complexo vivendo entre o pré-capitalismo de algumas regiões [...] e as grandes cidades'" (CALDIN, 2003, p. 4).

Todos sabemos que é na infância que se adquire o gosto pela leitura. Além disso, a literatura para crianças tem função formadora. É de pequena que a criança forma seus comportamentos e opiniões perante a sociedade. Atualmente, a literatura infantil apresenta os problemas da realidade - sociais, políticos e econômicos - de forma sutil, trazendo sempre o questionamento e a reflexão que são provenientes à leitura. 

O bibliotecário de bibliotecas escolares, infantis e até públicas deveriam ler todo o acervo infantil, para que pudesse incentivar melhor a leitura em crianças. Em primeiro lugar, o bibliotecário deve gostar de ler, pois sem o gostar, ele dificilmente será influência positiva à criança. É importante também lembrar que "a leitura não é mera decodificação, mas, acima de tudo, interpretação, e, segundo o pensamento moderno, a criação de um novo texto, deve sobretudo, viabilizar atividades que instiguem a escritura e o registro do discurso infantil, seja em forma de prosa, seja em forma de poesia. Para tanto, pode organizar exposições e concursos literários, fomentando o gosto pela leitura e pela escrita" (CALDIN, 2003, p. 9).


O artigo é bem completo e traz também mais informações sobre a diferença da influência que o governo oferece para crianças burguesas e crianças filhas de proletários, e a integração da literatura em suas vidas. Foca-se bastante a biblioteca escolar e o papel do bibliotecário.