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terça-feira, 11 de março de 2014

Lendo em viagens

Ô meu povo... Desculpem-me mais uma vez. Estive viajando esse final de semana e por isso não postei mais nada. Em compensação, comecei a ler dois livros do Desafio Literário rs

Estou lendo no momento:

Carta ao pai - Kafka

Coisas frágeis - Neil Gaiman


Charlie e o grande elevador de vidro - Roald Dahl


Não vou falar por enquanto nada sobre eles, mas prometo que logo, logo postarei todas as resenhas ;)
Ah sim... Estou lendo também alguns outros como O anjo do Celeiro, Holocausto Brasileiro e Doidas e Santas... Porém não os pego com frequência, então vou demorar um pouquinho mais pra postar as resenhas rs

quinta-feira, 6 de março de 2014

Novidade!


Olá! Tudo bem por aí?!

Estou com um projetinho já há muito tempo guardado na gaveta (lê-se: em alguma pasta perdida de meu computador rs). Na verdade, dois... Um livrinho infantil, intitulado "Um planeta logo ali", e um livro de crônicas e contos, que tem muitos possíveis nomes.

O que vocês acham? Será que alguém por aí se interessa? =)

Estou dando uma revisada nos dois livros e logo posto algum trechinho pra vocês lerem... Que tal?!


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Dentro do espelho - Luise Weiss

Olhem só que belezinha este livro... O nome dele é Dentro do Espelho, de Luise Weiss.


Quando abri o livro na biblioteca, em frente à minha amiga, fiquei toda encantada porque o livro tem um espelho dentro...

A cara de sono haha
Fiquei lá me olhando... "Nossa, que máximo! Um livro com um espelho"...
E minha amiga: "Dani, por favor né! Olha direito esse livro!"


Aí que fui percebendo... O livro na "vida real" é assim:


E para ler, você tem que refletir no espelho *-*


Não é uma fofura?! Uma criatividade enorme?!


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Lista de livros

Como o prometido... A lista de livros (documentários e teses também) que o autor Laurindo Lalo Leal Filho reuniu em seu livro A TV sob controle. Me perdoem por não colocar tudo conforme a norma e tals.... Mas vejam que a lista é grande rsrs

* BORDIEU, Pierre. Sobre a televisão. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.
* IANNI, Octavio. Enigmas da modernidade-mundo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.
* IANNI, Octávio. "O príncipe eletrônico". Cadernos primeira versão, nº 78. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, Campinas, 1998.
* Imprensa e poder: ligações perigosas - Emiliano José
* Heloísa Dupas Penteado -  Televisão e escola - conflito ou cooperação?
* Marcos Napolitano - Como usar a televisão na sala de aula
* CITELLI, Adilson. Comunicação e educação: a linguagem em movimento. São Paulo: Senac
* A deusa ferida - Silvia Borelli e Gabriel Priolli
* 50/50 - José Bonifácio de Oliveira
* A TV aos 50 - Eugênio Bucci
* A noite da madrinha - Sérgio Miceli
* Desafios da comunicação - Octávio Ianni
* O circo eletrônico: fazendo TV no Brasil - Daniel Filho
* Televisão, um perigo para a democracia - Karl Popper
* O espetáculo das notícias - Nuno Goulart Brandão
* Canto dos malditos - Austregésilo Carrano
* Metrópole e cultura - Maria Arminda do Nascimento Arruda
* SCLIAR, Moacyr; TOKER, Eliaku; FINZI, Patricia. Do Éden ao divã: humor judaico. Shalom, 1990.
* Chatô, o rei do Brasil - Fernando Morais
* A era dos festivais, uma parábola - Zuza Homem de Mello
* 1964: a conquista do estado - René Armand Dreifuss
* A revolução burguesa no Brasil - Florestan Fernandes
* O colapso do populismo no Brasil - Octávio Ianni
* As ilusões armadas - Elio Gaspari
* Jornal Nacional: A notícia faz história - livro
* Roberto Marinho - Pedro Bial
* Roberto & Lily - livro

* A linguagem oral no telejornalismo brasileiro -tese doutorado - Ivete Cardoso Roldão
* A revolução não será televisionada - documentário
* Tiros em Columbine - filme
* Muito além da razão - Documentário

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Resenha - A TV sob controle - Laurindo Lalo Leal Filho



Sabe aquela famosa sensação de "o mundo acabou" depois que terminamos um livro? Pois é, senti isso novamente, como há muito tempo eu não sentia. E não foi com um romance. Não foi com um livro que me acabei de chorar com a morte do personagem principal. Foi com um livro de artigos jornalísticos. Talvez eu nunca tenha sentido algo assim por outro livro desse tema. Afinal não é um livro escrito para que nos sintamos assim. Tanto que terminei o livro faz uma semana e somente agora consegui fazer uma resenha.

"Uma coisa é uma audiência inteligente sendo insultada. Outra coisa é uma audiência que não sabe que está sendo insultada." (Citação do primeiro diretor geral da BBC, John Reith, na década de 20).

A TV sob controle: A resposta da sociedade ao poder da televisão, de Laurindo Lalo Leal Filho, lançado pela editora Summus é uma reunião de vários artigos publicados entre 1999 e 2005 na revista Educação (com exceção do primeiro e último, que foram publicados na Comunicação e Educação e Carta Capital) sobre a influência da televisão em nossa sociedade. O autor é bem crítico (principalmente à Rede Globo, diga-se de passagem) quanto a programação e às leis adotadas por um Governo desinteressado na cultura e educação.

"Ao telespectador não é dado o direito de refletir, raciocinar e elaborar a própria opinião. Tudo já vem pronto, com o nítido objetivo de reforçar o conservadorismo arraigado em amplas camadas da população. A televisão rouba, dessa forma, o direito à reflexão e a transformação do próprio indivíduo e da sociedade" (p. 114).

É bem interessante também a quantidade de livros, teses e programas que o autor cita no decorrer do livro. São tantos livros que tratam desse tema, e que infelizmente (claro) não são lidos pela maioria das pessoas (mais lidos pelos cursos acadêmicos voltados à comunicação em massa, como Jornalismo ou Rádio e TV). Cita por exemplo um programa que trata da literatura infantil, Teatro da Juventude, que era exibido na extinta TV Tupi. Júlio Gouveia, o apresentador do programa utilizava um livro para contar histórias, como num teleteatro. Fala também de outros programas de qualidade, como Provocações (TV Cultura) e Rockgol (MTV). Para criticar, utiliza os programas Linha Direta, Fantástico e Programa do Gugu, como programas com alvo fácil em audiência: programas que tratam de violência crua, entretenimento barato e baixaria, do jeito que a maioria do povo gosta.

"A tevê escancarou as janelas nos programas de auditório, atiçando o que de mais perverso existe no ser humano: o prazer de se deliciar com a desgraça alheia." (p. 49)

Recentemente está circulando nas redes uma montagem com um programa de 1988 onde Sílvio Santos critica a reportagem que poderia ser feita no Brasil. Ele diz que na concessionária dele o jornalista, o repórter não poderá ter opiniões próprias quanto às notícias dadas em rede nacional. Tudo o que ele ordenar deverá aparecer na telinha. A montagem é com Rachel Sheherazade, onde ela fala (fala não, arrebenta em dar sua opinião) sobre o "marginalzinho amarrado ao poste", pedindo encarecidamente ao telespectador que tem dó, que adote um bandido. Pelo que já ouvi das "opiniões de Sheherazade", ela sempre foi bem irônica e sempre manteve uma opinião forte sobre os assuntos cotidianos. Claro que nesse mundão da internet, encontrei uma outra matéria (que infelizmente perdi o link), onde dizem que na verdade, quem mandou Rachel dizer tudo aquilo, foi o próprio Sílvio, que tem medo de colocar a cara a tapa na televisão. O primeiro vídeo está aqui para quem quiser tirar as conclusões.

"A marca do telejornalismo no Brasil é a pasteurização da notícia. As pautas dos telejornais circulam em torno dos mesmos temas." (p. 95)

Depois que terminei de ler o livro fiquei pensando o quão triste deve estar o autor hoje em dia, vendo que muitas de suas utopias (hoje podemos já chamar de utopia) quanto à qualidade da programação da TV brasileira, não mudou em nada. Somente piorou. Claro que temos programas bons na TV aberta. Mas são escassos, e não são comentados. Quando comentados por nós, podemos ser taxados de "cult", sendo que na verdade, apenas gostamos de assistir coisas que consideramos de qualidade. 

"Hoje, quem exerce a censura são os concessionários dos serviços públicos de televisão e seus prepostos colocados em cargos de direção." (p. 19)


Porém, uma boa notícia que chegou no último dia do mês de janeiro, e é algo para se alegrar muito: numa pesquisa encomendada pela BBC (canal britânico, que é considerado o melhor do mundo), a TV Cultura ficou em segundo lugar de maior qualidade mundialmente, atrás apenas da BBC One. A Rede Globo ficou em 28ª posição, a TV Brasil em 32º lugar, a Bandeirantes em 35º, a Record em 39º, e o SBT em 40º.

"'Essa o Homer não vai entender', diz Bonner, com convicção, antes de rifar uma reportagem que, segundo ele, o telespectador brasileiro médio não compreenderia." (p. 178)

Vou tentar passar a vocês a lista de livros, teses e documentários que o autor cita no livro ;)


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Os passarinhos - Estevão Ribeiro

Olá! Estou meio sumida... A desculpa é o calor, desculpinha esfarrapaaada rsrs

Hoje vou falar sobre um livrinho adorável, que já li faz um tempo, mas sempre que dá pego para dar uma folheada. Seu nome é Hector e Afonso - Os passarinhos. Seu desenhista e autor é Estevão Ribeiro, autor também de romances e mais dois títulos de quadrinhos, envolvendo Hector e Afonso. Foi lançado pela Balão Editorial em 2009.


Há no livrinho vários personagens secundários, como "Paulo, o Coelho", "Piu Gaiman", "A gata triste"... rsrs
Hector tem uma relação bem diferente com Piu Gaiman, onde hora tem amor eterno e hora tem ódio eterno, o que na verdade não é um "ódio", mas apenas uma pontinha de inveja rs


Hector reúne em suas intermináveis histórias princesas, cavaleiros (e cavalheiros) e dragões com pitadas de aventura e romance. Triste ver que nenhuma editora aceita seus originais. Sempre pedem mais de seus livros - bem real, infelizmente rs


O autor também tem seu site, onde reúne algumas tirinhas. E lançou outro livro recentemente, chamado "Vida de Escritor". Vale muito a pena comprar o livro, que é super baratinho.
Acesse o site dele aqui: Os Passarinhos

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Aquisição - A gramática para concursos públicos

E ontem chegou mais um baby pra minha estante... Esse vou usar e abusar! (e quem sabe até grifar)

Eu já havia começado a ler este livro em e-book... Mas não dá né... A gente fica naquela vontade de riscar, de botar comentários do ladinho, de dobrar a página. Sem essa de "mimimi-o-livro-não-pode-ser-tratado-dessa-maneira". Livros para concursos principalmente (quando são nossos, é claro), devem ser riscados sim. Isso ajuda muito no entendimento, na absorção das coisas.

A linguagem do autor é bem informal. Coisas que eu havia aprendido láááá no ensino médio eu relembrei com bastante clareza. Ele dá dicas de bancas examinadoras, o que devemos estudar para cada tipo de prova (ensino médio, superior), curiosidades e lembretes importantes. Uma leitura super válida para quem quer (ou está louca como eu, confesso!) passar em concursos públicos.





terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A menina que roubava livros - Filme



Confesso que faz alguns - bons - anos que li A menina que roubava livros. Foi um livro especial pra mim. Um livro tocante, que me emocionou bastante. Então, não me lembro muito bem dos detalhes, para comentar sobre o filme.

Assisti esse final de semana ao filme. E confesso, que só não chorei mais porque minha família toda estava na sala. É um filme tão sutil em sua tristeza, que chega a ser extasiante. Claro que várias partes do filme foram alteradas. Mas isso não afetou em nada sua singeleza. Como eu já disse por aqui, é uma adaptação, e não uma cópia fiel do livro. Muita gente confunde isso, sempre questionando algumas partes da obra cinematográfica. Cada um, em sua particularidade, tem sua beleza.


Os atores são excelentes - com Emily Watson, Geoffrey Rush, Sophie Nélisse, Ben Schnetzer e Nico Liersch -, representando muito bem cada papel. A mãe "bruxa", cativa com seus sorrisinhos tímidos; o pai Hans, é aquele pai-avô que todos gostaríamos de ter; Max, o "irmão mais velho" que protege e diverte nas piores horas; e Rudy, o namoradinho de infância e companheiro de brincadeiras.

Fiquei com as melhores impressões possíveis do filme. Lerei novamente o livro este ano para tentar comentar melhor por aqui rsrs ;)

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

A TV sob controle

Iniciando a leitura de A TV sob controle - Laurindo Lalo Leal Filho


Resenha - O museu dos mistérios - David Glover


Não sei se vocês são daquela época, dos livrinhos de mistérios, que tinha que ir achando pistas para descobrir um criminoso. Pois eu sou! rs
Na casa da minha tia, onde vivi minha infância, tinha uns três livrinhos nesse estilo. Lembro-me de um deles, chamado O crime atrás da porta, do Ganymedes José. Era o meu preferido. Por sinal, era muito bem escrito, e o enredo todo envolvente. Para uma criança em fase de "crescimento livresco" isso é ótimo!
Fuçando a internet atrás de um presente de aniversário para meu priminho, que irá fazer dez anos - detalhe que as buscas sempre acabam em livros, que graças a Deus ele adora! -, fiquei toda feliz ao encontrar um livro nesse estilo. Pra falar a verdade, comprei meio adiantado - ano passado - para dar de aniversário em março desse ano rs... Então deu tempo de eu ler.



Em O museu dos mistérios, de David Glover, o leitor deve escolher entre quatro caminhos diferentes. Cada caminho irá levar a uma sala do museu. E o mais legal de tudo: em várias passagens do livro você deve fazer uma conta matemática, onde o resultado - certo ou errado -, irá te levar à continuação da leitura. É um livrinho de 48 páginas que você lê num sopro.
É uma ótima leitura - e diversão - para crianças que estão em fase escolar. Indico ;)



quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Presentinhos no correio


Lá no Face participei da seguinte brincadeirinha:

"As primeiras 5 pessoas que comentarem “eu quero” neste post ganharão um LIVRO de presente em algum momento de 2014. O presente será de minha escolha, com a cara de quem for receber, mas quando e qual, serão decisões minhas. Talvez eu apareça ou mande pelo correio... O único critério para ganhar o presente é que, antes de responder, você publique a mesma proposta no seu mural, oferecendo livros para 5 pessoas e presenteie de fato. Se vai dar certo? Não sei. Mas topei o desafio.
Isso tudo por um Brasil com mais cultura e educação. Acredito em vocês."

É óbvio que eu fui a primeira a gritar "eu querooooo" no perfil da minha amiga.
E ontem, olha só o que chegou em casa...


Um livro de origami, todo em japonês! E ainda veio com dobraduras feitas haha
Amei, de verdade Paula!

Fora este livro, ainda chegou meu MP4 *-* e meu mais novo livrinho...


Estou louca pra começar a usá-lo rsrs

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Resenha - Coraline - Neil Gaiman



Coraline é uma garota que vive em uma boa casa com seus pais. Porém, acha que sua mãe não lhe dá bola e seu pai trabalha demais. Um dia encontra uma portinha em um dos cômodos de sua casa. Descobre que sua mãe tem a chave e pede para que ela abra a porta. Coraline fica um pouco chateada ao ver que tem somente tijolos. Um dia fica sozinha em casa e consegue pegar a chave da portinha para abri-la. Encontra um mundo idêntico ao que vive. Tudo parece bem tranquilo, até encontrar seus outros pais. Eis que a aventura começa aí.



O livro possui algumas ilustrações. Bem assustadoras, diga-se de passagem. Sempre imaginei que era um livro infantil. Mas sinceramente, fiquei com um medinho em algumas partes do livro. Ok, medinho não. Deu um certo desconforto. Mesmo assim, achei uma delícia a leitura.

"- Não - disse. - Não sou o outro coisa nenhuma. Sou eu. - Inclinou a cabeça para o lado; os olhos verdes brilhavam. - Vocês, pessoas, se esparramam por toda parte. Nós, gatos, nos mantemos íntegros, se é que me entende."

Durante a leitura, lembrei-me muito de Alice no País das Maravilhas. Assim como no livro de Carroll, há um gato bem do inteligente, que dá dicas à Coraline.

""- Porque - disse ela - quando você tem medo e faz mesmo assim, isso é coragem."

Durante sua viagem ao outro mundo, Coraline começa a amadurecer, começa a pensar mais sobre o valor de sua família, e ver que seus pais não são tão maus assim.

"Por alguns momentos sentiu-se totalmente deslocada. Não sabia onde se encontrava, nem estava totalmente certa de quem era. É surpreendente o quanto do que somos depende da cama onde acordamos pela manhã, e é surpreendente o quanto isso é frágil."



Vale muito a pena a leitura. Agora, estou maluca para assistir ao filme.
Procurarei outros livros do autor, com certeza. E comprarei! rs
Estou me acostumando a ler livros no tablet. Até que não é tão ruim assim ;)



Este é o segundo livro do Desafio de Janeiro: autor consagrado por prêmio.
Neil Gaiman é um autor britânico e já recebeu vários prêmios importantes para o mundo da literatura. Somente por seu trabalho em quadrinhos, já recebeu treze prêmios. Coraline mesmo recebeu dois: Hugo Award e Nebula Award, de melhor novela em 2003.


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Resenha - O curumim que virou gigante - Joel Rufino dos Santos


O primeiro livro lido no ano, e já cumprindo uma das metas para 2014. Eu já havia lido, há muito tempo. É uma história encantadora, que realmente valia a pena ser lida novamente.

Tarumã é um indiozinho que está louco para ter uma irmã. Sempre pede para a mãe e o pai, mas ninguém quer lhe dar uma irmãzinha. Ele começa a criar, a imaginar como seria a companhia dela, e até a comentar com os amiguinhos que ela realmente existe. Só que de tanto inventar histórias absurdas, ninguém mais acredita nele. O desfecho da história é simples e muito bela.



As ilustrações são lindas, e o autor utiliza várias palavras e expressões indígenas. É bem legal para ser usado em sala de aula, explicando mais sobre a cultura e os costumes dos índios.


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Resenha - A arte de escrever bem - Dad Squarisi e Arlete Salvador



SQUARISI, Dad; SALVADOR, Arlete. A arte de escrever bem: Um guia para jornalistas e profissionais do texto. São Paulo: Contexto, 2012.


Dad e Arlete explicam aos estudantes de jornalismo como escrever bem, como ter uma redação jornalística agradável e profissional. Um livro delicioso de ser lido e estudado. Logo na segunda página elas lançam as seis perguntas fundamentais que geralmente são feitas por quem lê reportagens: O que? Quem? Quando? Onde? Como? Por quê? Citam diversos exemplos de notícias respondendo às seis perguntas. Na realidade, o livro é repleto de exemplos, o que torna a leitura ainda mais fluente.

"Não foi por acidente que Gonçalves Dias compôs: 'Minha terra tem palmeiras / Onde canta o sabiá'. Se tivesse dito 'Minha terra tem árvores / Onde canta o pássaro', seus versos estariam enterrados com ele, ignorados de todos" (p. 32).

Sobre os adjetivos, lançam vários avisos de que eles são perigosos. Vários deles não dizem nada. Ou dizem tudo. Depende sempre do ponto de vista de quem lê.

"O que é clima maravilhoso? Quente? Chuvoso? Nublado? Depende do gosto do freguês" (p. 34)

E - pasmem! - apresentam uma fórmula para avaliar o índice de dificuldade do escrito. É resultado de um estudo americano, adaptado para o português por Alberto Dines




No dia 30 de dezembro, mesmo dia em que terminei de ler este livro, assistindo ao Bom dia Brasil, chamou-me a atenção uma notícia. Qulal a cidade brasileira onde há o maior número de sortudos da Mega-Sena? Eu, inocente, caí na armadilha que Dad e Arlete alertam: "A apresentação das notícias seguintes precisa ser tão forte quanto a própria notícia - ou mais" (p. 82). Claro que a resposta era Brasília. e os jornalistas Chico e Giuliana ainda davam risinhos ao apresentar a matéria. Ora essa! Não estava na cara?! Porém, como eu já disse em outro texto meu, eles são sutis. Até nas piadinhas com humor negro - expressão condenada por Dad e Arlete, já que soa um tanto preconceituoso.

Para finalizar o saboroso livro de 105 páginas, dão presentinhos a nós: pérolas jornalísticas. Quem não gosta, não é?!


"Depois de algum tempo, a água corrente foi instalada no cemitério para satisfação dos habitantes."



"Os nossos leitores nos desculparão por esse erro indesculpável."


"No corredor do hospital psiquiátrico, os doentes corriam como loucos" (mas gente?! haha)

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Resenha - O palácio da Meia-Noite - Carlos Ruiz Zafón




O palácio da meia-noite foi escrito por Carlos Ruiz Zafón. Conta a história de Ben e Sheere, irmãos gêmeos que foram separados quando eram recém-nascidos. Ben foi para um orfanato, de nome St. Patrick's, onde seu tutor, Thomas Carter era um amável homem de meia idade e professor de literatura, história e aritmética. Ben fazia parte de um grupo aventureiro, nomeado por seus integrantes de Chowbar Society. Fazendo parte desse grupo, sua maior obrigação era cuidar de seus amigos, e nunca abandoná-los em qualquer situação. Fazem parte do grupo: Ben, Seth, Siraj, Roshan, Michael, Ian e Isobel, a única garota da turma. Durante o tempo em que ficaram no orfanato, sempre frequentavam um pátio que ficava ao lado do St. Patrick's, que costumavam chamar carinhosamente de Palácio da meia-noite. Era lá que aconteciam as "reuniões" do grupo.

"Adivinhe! - disse Ben. - Uma delegacia ou um banco. Não é o que constroem quando derrubam alguma coisa em qualquer cidade do mundo?" (p. 56)

Enquanto isso, Sheere vivia uma vida de "cigana" com a avó, Aryami Bosé. Nunca paravam em uma cidade por mais de alguns dias. Não tinha amigos e era retraída. Sua avó lhe proibia de falar com estranhos, e ao menor sinal de que estavam sendo notadas ou perseguidas, a avó resolvia mudar-se novamente.

"Sob a aparência de cão de guarda da biblioteca, De Rozio escondia um terrível calcanhar de aquiles: uma curiosidade e uma tendência para a bisbilhotice de tom acadêmico que deixaria as comadres do bazar na condição de simples amadoras." (p. 136)

Em dado momento, os irmãos acabam se encontrando, sem saber que são parentes. Ben fica encantado pela beleza de Sheere, e os amigos da Chowbar Society ficam todos enciumados. A avó precisa conversar urgente com Thomas Carter, e lhe conta uma história absurda. Segundo ela, um homem muito mal, Jawahal, está perseguindo sua neta e Ben, para que eles possam pagar pelos erros do passado de seu pai. Intrigado, Thomas não acredita em sua história, apesar de ficar pensando sobre ela. Certo dia, Thomas recebe a  visita inusitada de Jawahal. A partir daí, Ben, Sheere e todo o grupo precisam deixar sua vida cômoda de lado e partir para uma grande aventura.


O palácio da meia-noite foi escrito em 1994, sendo o segundo livro da Trilogia da Névoa (o primeiro é O príncipe da névoa, e o terceiro As luzes de setembro). São livros infanto-juvenis. Diferente dos romances que estou acostumada, como A sombra do vento, O jogo do anjo e O prisioneiro do céu, Zafón insiste mais na aventura e fantasia. A capa como sempre, é esplêndida. Como eu já estava acostumada com A sombra do vento e seus demais romances, ler O palácio da meia-noite e O príncipe da névoa foi uma coisa bem diferente. Gostei, mas esperava mais. Talvez, como disse meu irmão, porque foram os primeiros livros que Zafón escreveu. Ainda não tinha aquela forte ironia em seus personagens (apesar de ter alguns trechos em que é bem irônico - na verdade, seu vilão é bastante irônico). Tem um número bem grande de personagens. Quando não estou completamente envolvida com a história, eu acabo me desconcentrando e confundindo os personagens, quando são muitos. Foi o que aconteceu. A história, o enredo é bom. Porém, fui com bastante sede ao pote.


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Resenha - Uma criança no inferno - Dave Pelzer


Começando o ano com a resenha de um livro bem pesado rs
Uma criança no inferno é a autobiografia de Dave Pelzer. O pai de Dave era bombeiro. A mãe, Catherine Roerva era viciada em limpeza e ótima cozinheira. Porém, Catherine começou a mudar seu comportamento e beber. Beber muito. Quando os irmãos de Dave nasceram, ele começou a ser muito maltratado. Acredite. Quando eu digo muito, é realmente muito.

"Depois, minha mãe me mandou subir no fogão e deitar sobre as chamas. Queria me ver pegando fogo. Eu me recusei. Chorava e implorava." (p. 40)

Catherine Roerva

Depois de algum tempo, o pai de Dave também começa a beber, talvez para esquecer dos problemas com a esposa. Sempre dizia ao filho que estava planejando alguma maneira dos dois fugirem do "hospício". Para o autor, a escola era seu refúgio. Com os arranhões e hematomas que chegava exibindo em sua escola, dizia aos professores histórias absurdas de que havia caído ou batido em algum lugar enquanto brincava.

O autor passa todo o livro contando em detalhes o que sua mãe fazia a ele. Achei um livro fortíssimo, e em várias passagens fiquei com ânsia de vômito. Tive de parar a leitura para respirar e pedir a Deus por todas as crianças que passam por problemas parecidos. Não darei tantos detalhes da história e muito menos trechos. É uma leitura válida para reflexão. No final do livro há alguns contatos de Instituições brasileiras de apoio para crianças e adolescentes.

O autor, Dave Pelzer


terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Lidos em 2013

Livros lidos em 2013

1. Da guilhotina ao céu - Marian Orloñ
2. Noite em claro - Martha Medeiros
3. O livro da vida - Gloria Polo
4. Histórias para ler sem pressa - Mamede Mustafa Jarouche
5. Adolescente poesia - Sylvia Orthof
6. O gato e o escuro - Mia Couto
7. Treze à mesa - Agatha Christie
8. A indexação de livros - Mariangela Spotti Lopes Fujita
9. Introdução à biblioteconomia - Edson Nery da Fonseca
10. O rio e eu - Lygia Bojunga
11. Mentes perigosas - Ana Beatriz Barbosa Silva
12. Terra de Santa Cruz - Adélia Prado
13. Amigo - Padre Fábio de Melo
14. Emmi e Leo: A sétima ond@ - Daniel Glattauer
15. @mor - Daniel Glattauer
16. Quero um amor de verdade - Diego Fernandes
17. Cartas de um sedutor - Hilda Hilst
18. Juca e os anões amarelos - Jostein Gaarder
19. Patch Adams: O amor é contagioso - Patch Adams
20. Feliz ano novo - Rubem Fonseca
21. Varal de poesia - vários autores
22. Aspirai aos dons espirituais - Pe. Jonas Abib
23. A massagista japonesa - Moacyr Scliar
24. Francisco, o irmão sempre alegre - Frei Jorge Hartmann
25. Cobras em compota - Índigo
26. Quatro patas que me seguem - Tereza Vasconcellos
27. Elite da tropa - Luis Eduardo Soares; Rodrigo Pimentel; André Batista
28. Pirilampo - Mário Vale
29. E o que veio depois de mil? - Anette Bley
30. A caixa de lápis de cor - Maurício Veneza
31. Aonde foi parar o cabelo de mamãe? - Debbie Watters
32. A charada do gorducho - Tatiana Belinky
33. A panqueca de Nina - Yen Chien
34. Travadinhas - Eva Furnari
35. O problema do Clóvis - Eva Furnari
36. Bichos tipográficos - Guilherme Mansur
37. Limeriques - Tatiane Belinky
38. Quadribol através dos séculos - J. K. Rowling
39. Animais fantásticos e onde habitam - J. K. Rowling
40. Os contos de Beedle, o Bardo - J. K. Rowling
41. O rei Bigodeira e sua banheira - Audrey Wood
42. Biblioteca pública - FBN
43. A avó dos dinossauros - Carvalho
44. O maravilhoso mundo de Oz - Lyman Frank Baum
45. Extraordinário - R. J. Palacio
46. Diário de um banana: dias de cão - Jeff Kinney
47. Diário de um banana: Rodrick é o cara - Jeff Kinney
48. Diário de um banana: casa dos horrores - Jeff Kinney
49. Diário de um banana: a verdade nua e crua - Jeff Kinney
50. Diário de um banana: a gota d'água - Jeff Kinney
51. Chá de sumiço - Pedro Bandeira
52. Noites de tormenta - Nicholas Sparks
53. Oráculos de maio - Adélia Prado
54. Livro de mágoas - Florbela Espanca
55. Sonetos - Florbela Espanca
56. Crescendo - Becca Fitzpatrick
57. Sussurro - Becca Fitzpatrick
58. Max e os felinos - Moacyr Scliar
59. A última casa da rua - Lily Blake; David Loucka; Jonathan Mostow
60. A culpa é das estrelas - John Green
61. A revolução dos bichos - George Orwell
62. As parceiras - Lya Luft
63. Diálogos impossíveis - Luis Fernando Veríssimo
64. Os espiões - Luis Fernando Veríssimo
65. O mundo inteiro - Liz Garton Scanlon; Marla Frazee
66. E o dente ainda doía - Ana Terra
67. Calvin e Haroldo: A hora da vingança - Bill Watterson
68. Calvin e Haroldo: Deu "tilt" no progresso científico - Bill Watterson
69. Calvin e Haroldo: O ataque dos perturbados monstros de neve mutantes e assassinos - Bill Watterson
70. Calvin e Haroldo: Felino selvagem psicopata e homicida - Bill Watterson
71. Calvin e Haroldo: Os dias estão todos ocupados - Bill Watterson
72. Calvin e Haroldo: E foi assim que tudo começou - Bill Watterson
73. Calvin e Haroldo: Tem alguma coisa babando embaixo da cama - Bill Watterson
74. Calvin e Haroldo: O mundo é mágico - Bill Watterson
75. Calvin e Haroldo: Yukon ho! - Bill Watterson
76. Calvin e Haroldo: Criaturas bizarras de outro planeta - Bill Watterson
77. A mulher mais linda da cidade - Charles Bukowski
78. Pomba enamorada ou uma história de amor - Lygia Fagundes Telles
79. Anjo de quatro patas - Walcyr Carrasco
80. 3096 dias - Natascha Kampusch
81. O palácio da meia noite - Carlos Ruiz Zafón
82. A arte de escrever bem - Dad Squarisi e Arlete Salvador

Relidos:
Harry Potter e o enigma do príncipe - J. K. Rowlling
Vita Brevis - Jostein Gaarder
Dodó - Ziraldo

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Os melhores de 2013


Não serão resenhas que farei abaixo; somente comentários.

Mentes perigosas - Ana Beatriz Barbosa Silva
O livro trata de um tema interessante e que me interessa bastante. A mente humana. A maldade. Não admiro a maldade, claro. Mas gosto de ler sobre. Acho bem intrigante. E temas que me assustam, também me interessam. A autora diz que são três os estágios da psicopatia. O primeiro - esse estágio me impressionou talvez mais que os outros - é a psicopatia onde o ser rouba as coisas, onde ele faz pequenas coisas que prejudicam o próximo, como por exemplo, morar em casas de pessoas diferentes e não pagar o aluguel (um exemplo). No segundo estágio se encaixam os assassinos. No terceiro estágio os assassinos em série (como Hitler). O primeiro estágio me impressionou, por causa do termo Psicopatia. Esta palavra sempre me remeteu aos seres humanos muito maus, que tratam com crueldade as outras, que matam animais, que fazem as outras sofrerem de modo mais doloroso. O livro é interessante em diversos aspectos e não é cansativo. Ela consegue balancear bastante os termos técnicos e leigos, sempre explicando muito bem o que para nós poderia ser um bicho de sete cabeças.


Extraordinário - R. J. Palacio
O tema do livro trata a diferença e o preconceito. Livro que li em versão e-book e em dois dias. Ele é suave, mesmo tratando de um tema difícil de lidar. O autor descreve muito bem os sentimentos e sensações dos personagens. Conta a história de um menino de dez anos que tem uma deformação grave no rosto. Todos da sua família o tratam como o diferente. Não querem demonstrar, mas isso é fato. Ele sente isso na pele somente através do modo como sua mãe e sua irmã o tratam. Decide começar a frequentar a escola e acaba tendo de enfrentar muitos desafios.

Diário de um banana - Jeff Kinney
A série é divertidíssima! Não li todos ainda, ainda falta o sétimo. Conta a história de Gregory, o Greg, e sua família bem maluca. Ok, poderíamos dizer que sua família é bem normal, afinal todas as famílias do mundo tem um pouco de suas esquisitices. Ele tem vários probleminhas com o irmão mais velho, Rodrick. Claro, afinal irmãos mais velhos devem zoar os mais novos (brincadeira mamão! hahaha). Com ilustrações lindas e super divertidas, não dá pra parar de ler enquanto não chega ao fim. Ah sim, existe o filme Diário de um banana também, se não me engano até o terceiro. Gostei, mas espero não ser clichê dizer que o livro é bem melhor que o filme. (Ainda mais porque meu TCC de pós-graduação foi sobre as diferenças entre filme e livros rs).



A culpa é das estrelas - John Green
Um dos livros mais tocantes que li este ano. Não farei uma sinopse mesmo. A internet e sua blogosfera está cheia de sinopses deste livro. Só direi que conta a história de Gus e Hazel. Os dois têm câncer e vivem uma história bem bonita. "Só". Chorei muito neste livro. Chorava de soluçar. De verdade, parecia que eu tinha recebido uma notícia das piores. É maravilhoso o modo como é escrito. Não direi a frasezinha que circula por aí (sobre a lista de supermercado de Green, e blá blá blá). Mas que o cara escreve bem, ah, isso é fato!

De Natal, ganhei dos meus pais outro livro do autor, Quem é você, Alasca? Estou super ansiosa para começar a ler!




Calvin e Haroldo - Bill Watterson
Deixei por último por um motivo. Posso declarar que foi a melhor aquisição que já fiz na vida. "Mas nossa, que criança você. Histórias em quadrinhos foram os melhores livros que já comprou na vida?" Sim!! Com toda a certeza! O balanço da inocência e inteligência fora do normal de Calvin me conquistam de uma forma que não sei explicar. A ironia (adoro ironia!) do Haroldo é hilária. Comprei duas coleções do Calvin e Haroldo. As duas coleções são sensacionais. Não me arrependo nem um centavo de ter gasto nestes livros. Acho bem interessante por sinal um depoimento do autor da dupla dinâmica, Bill Watterson: "Colocar-me na cabeça de um garoto fictício, de seis anos e um tigre, me encoraja a ser mais alerta e inquiridor do que eu seria normalmente. Às vezes, eu me ressinto da pressão para explorar cada momento que   passo acordado para idéias de tiras, mas no seus melhores momentos, a tira me faz examinar eventos e viver mais pensativamente. Eu adoro a solidão deste trabalho e a oportunidade de trabalhar com idéias que me interessam. Esta é a maior recompensa dos quadrinhos para mim."

Algumas frases encontradas em tirinhas:

"O mundo não é justo, eu sei, mas por que ele nunca é injusto a meu favor?"

"Faça o que tem que fazer e deixe os outros discutirem se é certo ou não."

"É difícil ser religioso quando certas pessoas nunca são incineradas por relâmpagos." (hahaha)

"Calvin, vai fazer alguma coisa que você odeia!, ser miserável constrói o caráter"

"Eu já não sei mais do que eu quero! Eu gostava mais das coisas quando eu não as entendia!"

Como podemos ver, são frases profundas, com um significado entre-linhas. Conheça e leia Calvin e Haroldo! ;)